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Economia Mundial e Brasileira

Três chaves atuais sobre os diferenciais da dívida soberana

Três chaves atuais sobre os diferenciais da dívida soberana

Vivemos tempos confusos em que a dívida soberana. Desde o anúncio do corte de 50% da dívida grega e o posterior “referendo” grego unido à mudança de governo, os spreads da dívida voltaram a se recuperar.

A primeira coisa que se destaca é ver a Espanha em níveis próximos a 380 pontos básicos a dez anos contra a Alemanha e a Itália em níveis de 470 pontos básicos.

No entanto, são tantos os acontecimentos que vale a pena situar-se. Para isso, este gráfico com o resumo de Bloomberg é muito ilustrativo. Do qual extraímos 3 conclusões sobre onde estão os diferenciais da dívida na Zona do Euro:

Quem está citando, hoje, com maior diferencial que sua média do último ano? Esta medida é fundamental para saber quem está sendo mais penalizado hoje que o seu nível de risco médio recente … A resposta é: Holanda, Finlândia, Áustria, França, EFSF, Bélgica, Espanha, Itália, Portugal e Grécia. Conclusão 1º: há um efeito de contágio ou risco sistémico generalizada na Zona do Euro. Cada país em seu nível, mas hoje estamos pior que a média do último ano, o qual técnica nos coloca em um território técnico baixista ou pesismista”.
Quem está em máximos? França, EFSF, Itália e Grécia. Ou seja, o risco ideosincrático ou individual continua a ser vistos, e está marcado para os países ou emissores sobre os que tivemos notícias mais concretas, as quais levaram a máximos nos prémios de risco. Na França, temos visto notícias de bancos com dúvidas sobre capital, em EFSF tivemos multidão de dúvidas sobre o seu futuro próximo (apalancamientos, aseguramientos, compras de bônus, etc), sobre a Itália, temos o foco do mercado hoje sobre sua estabilidade orçamental, e sobre a Grécia … referendo, o governo de coalizão, etc. Conclusão 2º: parte do que vivemos é verdade que é o contágio, mas outra parte é risco ideosincrático ou individual de alguns países. Portugal, hoje, pode-se argumentar que você colocaria dentro dos punidos, devido ao contágio, e não punidos por “méritos próprios”.
Existe alguém que está melhor do que há 1 ano? A resposta é um grande sim. Irlanda. É o único país resgatado, que não caiu na armadilha da austeridade. Sempre recapitalizado seu sistema financeiro, e a sua situação está melhorando. Hoje o seu diferencial de dívida está abaixo da média de um ano atrás. Ou seja, nós localizamos em um território técnico “altista ou otimista”. Conclusão 3º: os resgates projetados na Área do Euro funcionam … em alguns momentos. A Irlanda foi demonstrado que o problema foi causado por seu sistema financeiro, o qual uma vez recapitalizado permitiu ao país seguir em frente. Diminuiu drasticamente o seu PIB, mas hoje, é recuperado já.

Resumo dos Spreads de Dívida ZE (Range = Comparação entre Hoje (PONTO AZUL) vs Média (ROTEIRO LARANJA) )